/ demarcação

2020

Demarcação: corpo-terreiro

O mundo da arte é de fronteiras, seu espaço é desértico, circular, concêntrico. Tudo é areia, é seco, se caminha em círculos, encruzilhadas, atalhos, mas são somente ciladas, continuações do mesmo caminho.

Se encontrar alguém pode ter certeza que sua boca está seca, seca, cheia de grãos de areia… esses são os homens das instituições da arte.

Às vezes encontrei mulheres, elas vestiam vestidos longos, brancos, cobertos de cera de abelha, olhei de perto: a superfície estava quebradiça.

O círculo em sí se move, continúa se movimentando, é uma coreografía concêntrica morta, de areia, seca, de bocas secas.


Demarcação: corpo-terreiro

“Cada cual, cada cual que entienda este juego”


// texto en español ↧ //



Desenhos: folha A4, lápis de cor

Foto: Enrico Porro
Foto: Enrico Porro


Objetos para vestir – dispositivos para usar



Demarcación: cuerpo terreno

El mundo del arte tiene fronteras, es un espacio desértico, circular, concéntrico. Es todo arena, es seco, se camina en círculos, encrucijadas, atajos, pero son solo espejismos, continuaciones de un mismo camino.

Si encuentras a alguien puedes estar segura que su boca está seca, seca, llena de granos de arena… esos son los hombres de las instituciones del arte.

A veces encontré mujeres, ellas tenían vestidos largos, blancos, cubiertos de cera de abeja, miré de cerca: la superficie estaba resquebrajada.

El círculo se mueve, continua moviéndose, es una coreografía concéntrica muerta, de arena, seca, de bocas secas.


Demarcación: cuerpo terreno

“Cada cual, cada cual que entienda este juego”