/ mulher ready made

2019-2020

Signos bem menininha ou as expectativas de tornar-se mulher.

A instalação explora a ideia do tornar-se mulher no sistema capitalista colonial patriarcal, as expectativas e pressões para se chegar num standard mulher.

O sexo/gênero é uma performance que se repete de geração em geração, pois sem esta repetição de atos arbitrários e signos corporais não teria validade a noção de gênero.

O fato de manter os corpos como binários (homem-mulher) e de regular a sexualidade dentro de um marco obrigatório de heterosexualidade reprodutiva foi criando uma ficção reguladora na qual a maioria das mulheres estamos imersas e capturadas inconscientemente, é uma ficção política viva, que se atualiza e nos habita. A instalação Mulher Ready Made trabalha com esse cosmos, cosmetic cosmos, seus mecanismos, produtos, protocolos e padrões.

A proposta tem como ponto de partida a fala de Paul B. Preciado que as coisas quanto mais perto do corpo estão, mais radicais e políticas são.

A mulher como vaso, receptáculo de quimicos industriais: estamos num regime farmacopornográfico, pois esses produtos são vendidos e consumidos como constituintes de nossa noção de ser mulher, e nos habitam, estão dentro de nosso corpo: hormônios, tinturas, maquiagem, colas (para unhas e cílios), cremes, silicone, botox, sem contar os inúmeros “avanços” em cirugía plástica, cujo maior publico são mulheres.


Quanto mais alta é a posição que a mulher ocupa no espaço social as exigências aumentam, pois estas reconhecem o ideal dominante em relação a excelência corporal, associa-se o valor estético ao valor moral, sentindo-se superiores seja pela beleza intrínseca, natural, dos seus corpos, como pela arte de embelezar os mesmos, e por tudo o que seja denominado como compostura, virtude inseparavelmente moral e estética, o que constitui negativamente o “natural” como desleixo.

Branqueamento dia a dia (mãe preta, filha branca)

Com a instalação exploro artísticamente os signos que constrõem “o corpo mulher para o outro” a representação social do corpo. Para finalizar a rede conceitual de Mulher Ready Made faço eco de uma citação da Judith Butler: “o que constitui a persistência do corpo, seus contornos, seus movimentos, é o material; mas a materialidade tem que pensar-se como um efeito do poder, seu efeito mais produtivo”.

// texto en español ↧ //




Objetos: cabelos, búzios, dentes animais, unhas e cílios postiços.
Esculturas em argila branca pintadas com esmalte de unhas.
Cores dos esmalte de unhas: vermelho “garota verão”, coral, branco “bianco
purísimo”, branco “frança”, branco “marítima”, beige “melissa” e marrom “joia das águas”.
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Objetos: pelos, caracolas cauri, dientes de animales, uñas y pestañas postizas.
Esculturas en arcilla blanca pintadas con esmalte de uñas.
Colores de los esmalte de uñas: rojo “garota verano”, coral, blanco “bianco
purísimo”, blanco “francia”, blanco “marítima”, beige “melissa” y marrón “joya de las aguas”.


Desenhos: folha A4, esmalte de unhas e lápis grafite.
Dibujos: hojas A4, pinturas de uñas y lápiz.



Signos bien mujercita o las expectativas de tornarse mujer.

La instalación explora la idea de tornarse mujer dentro del sistema capitalista colonial patriarcal, las expectativas y presiones para llegar a un standard de mujer.

El sexo/género es una performance que se repite de generación en generación, pues sin esta repetición de actos arbitrarios y signos corporales no tendría validad la noción de género.

El hecho de mantener a los cuerpos como binarios (hombre-mujer) y de regular la sexualidad dentro de un marco obligatorio de heterosexualidad reproductiva fue creando una ficción reguladora en la cual la mayoría de las mujeres estamos inmersas e inconscientemente capturadas, es una ficción política viva, que se actualiza y nos habita. La instalación “Mujer Ready Made” trabaja con ese cosmos, cosmetic cosmos, sus mecanismos, productos, protocolos y patrones.

La propuesta tiene como punto de partida la proposición de Paul B. Preciado de que las cosas cuanto más cerca del cuerpo están, más radicales y políticas son.

La mujer como cuenco, receptáculo de químicos industriales: estamos en un régimen farmacopornográfico, pues esos productos son vendidos y consumidos como constituyentes de nuestra noción de ser mujer, y nos habitan, están dentro de nuestro cuerpo: hormonas, tinturas, maquillaje, pegamentos (para uñas y pestañas postizas), cremas, silicona, botox, sin contar los innúmeros “avances” en cirugía plástica, cuyo mayor público son mujeres.

Cuanto más alta es la posición que una mujer ocupa en la sociedad, las exigencias aumentan, pues éstas reconocen el ideal dominante en relación a la excelencia corporal, se asocia el valor estético al valor moral, sintiéndose superiores ya sea por su belleza intrínseca, natural, de sus cuerpos, como por el arte de embellecerlos, y por todo lo que sea denominado como compostura, virtud inseparablemente moral y estética, lo que constituye negativamente lo “natural” como dejadez.

Con la instalación exploro artísticamente los signos que construyen “el cuerpo de la mujer para el otro” la representación social del cuerpo. Para finalizar la red conceptual de Mujer Ready Made hago eco de una cita de Judith Butler: “lo que constituye la persistencia del cuerpo, sus contornos, sus movimientos, es lo material; pero la materialidad tiene que pensarse como un efecto de poder, su efecto más productivo”.